Seu dinheiro. Sua lente.
O mercado financeiro brasileiro opera com uma assimetria de informação estrutural. Os relatórios de research que circulam entre investidores cobrem dados macroeconômicos, projeções de câmbio e juros, e análises setoriais. O que não cobrem — por conflito de interesse ou por limitação de escopo — é a camada institucional que condiciona esses mesmos dados. A decisão do Copom não é apenas técnica: responde a pressões fiscais de um governo que precisa de economia aquecida em ano eleitoral. O preço da Petrobras não reflete apenas o Brent: reflete uma política deliberada de absorção de choque via estatal para conter inflação de combustíveis. A cobertura de escândalos financeiros pela grande mídia não é apenas editorial: os próprios grupos de comunicação recebem patrocínio das instituições investigadas. Este relatório existe para cobrir essa camada. Cada afirmação é rastreável a fontes públicas, documentos judiciais ou dados de mercado. A diferença é que aqui os pontos são conectados.
A estrutura de poder no Brasil é concentrada e identificável. Aproximadamente dez grupos familiares controlam, há gerações, os principais conglomerados financeiros, industriais e de mídia do país — Setúbal, Moreira Salles, Safra, Ermírio de Moraes, Lemann, Batista, Steinbruch, Feffer, Ometto, Marinho. Todos operam via empresas listadas na B3, e suas posições serão detalhadas na seção de ativos deste relatório. Esses grupos mantêm participações cruzadas em conselhos, escritórios e fundações que funcionam como infraestrutura de coordenação. O Judiciário opera dentro dessa estrutura: ministros do STF e seus familiares mantêm vínculos empresariais e advocatícios que criam zonas de conflito de interesse documentadas. O Congresso funciona como camada de intermediação — e aqui é preciso abandonar a ilusão de que existe esquerda e direita no Brasil. Não existe Lula versus Bolsonaro. Existem pessoas alinhadas com os interesses das famílias que financiam suas campanhas. O centrão não tem ideologia — tem preço. Haddad sai, Durigan entra. Bolsonaro cai, Flávio sobe. O motorista troca, o carro continua. E o crime organizado, longe de ser uma externalidade, já opera dentro do sistema financeiro formal — via fintechs, fundos de investimento e setores da economia real. Não são mundos paralelos. São camadas do mesmo sistema.
Até o Banco Central, cuja independência formal foi conquistada em 2021, opera sob influência direta dessa rede. A política monetária pode ser conduzida tecnicamente, mas o ambiente institucional em que ela opera não é neutro: indicações do colegiado passam pelo crivo presidencial, mandatos vagos limitam decisões, e diretores transitam entre setor público e privado em ciclos curtos. Este relatório mapeia esse ambiente e traduz suas implicações em posicionamento de portfólio. Todo mês: o que aconteceu, quem se beneficiou, e o que fazer com o seu capital.
O sistema de concentração de poder descrito na seção anterior não é exclusividade brasileira — é padrão global, com alavancas maiores. Os Estados Unidos operam sob a mesma lógica: famílias e conglomerados que acumulam poder há gerações, financiam campanhas, controlam mídia e moldam política externa. Rothschild, Rockefeller, Koch, Murdoch, Walton, Mars, Cargill. Instituições como JPMorgan, Goldman Sachs e BlackRock não participam do mercado — são o mercado. E o mecanismo de influência, assim como no Brasil, não é formal: é relacional. O caso Epstein expôs como funciona na prática — um operador com acesso documentado a bilionários, políticos e CEOs, usando redes pessoais como infraestrutura de poder. Não é exceção: é como o sistema opera quando as portas estão fechadas. As empresas ligadas a essas famílias e seus resultados serão detalhados na seção de ativos.
A diferença estrutural entre o sistema americano e o brasileiro é que nos EUA existe disrupção real. No Brasil, nenhuma família nova entrou no topo em 50 anos. Nos EUA, em uma geração, outsiders racharam o sistema: Musk, Bezos, Zuckerberg. Não pediram permissão — construíram plataformas que tornaram o establishment parcialmente obsoleto. Musk comprou a rede social que a elite usava para se comunicar e a transformou em arma política. Bezos comprou o jornal que fiscaliza Washington. Zuckerberg controla a infraestrutura de comunicação de 3 bilhões de pessoas, incluindo o WhatsApp — onde a política brasileira realmente acontece. Essa camada de poder tecnológico não tem equivalente no Brasil, e é a maior diferença entre os dois sistemas.
Trump é a expressão política dessa ruptura — e o establishment está se posicionando para removê-lo. Trump não é anti-elite; representa uma facção do capital americano que discorda de como o sistema vinha sendo gerido. A resistência a ele não é ideológica — é econômica. E agora tem prazo. As eleições parlamentares americanas de novembro de 2026 se aproximam, e as projeções indicam que o Partido Republicano pode perder o controle de uma ou ambas as casas do Congresso — especialmente se a guerra no Irã continuar impopular e a economia se deteriorar. Se os democratas retomarem a maioria, o impeachment deixa de ser possibilidade e vira probabilidade. Não por justiça — por cálculo político. É o equivalente americano do que Moraes faz no Brasil: usar o arcabouço institucional para neutralizar uma ameaça ao sistema vigente. Trump sabe disso. É por isso que precisa encerrar a guerra antes de novembro — não por estratégia militar, mas por sobrevivência política. O investidor precisa entender que um impeachment de Trump não é cenário extremo — é cenário base se a guerra durar mais seis meses. E isso é precificável: significa reversão de tarifas, retorno ao multilateralismo, e possivelmente uma política fiscal mais restritiva. Ativos que subiram com Trump cairiam. Ativos que caíram com Trump subiriam. Essa assimetria será detalhada na seção de ativos.
A guerra no Irã é onde todos esses interesses convergem e colidem. Israel busca consolidar-se como potência dominante no Oriente Médio, usando o aparato militar americano para eliminar a ameaça iraniana numa janela que pode não se repetir. Trump quer resolver rápido e declarar vitória. Mas guerras aéreas não destroem regimes, e invasão terrestre é politicamente impossível. O paradoxo é que o Irã pode estar ganhando: o bloqueio de Ormuz lhe dá poder de barganha sobre a economia global, as sanções parcialmente suspensas permitem que venda petróleo, e se os EUA recuarem, o Irã sai mais forte. A aposta de Israel no longo prazo não é apenas militar — é tecnológica e demográfica. Enquanto Europa, Japão e Coreia do Sul enfrentam colapso populacional, Israel mantém a maior taxa de fertilidade do mundo desenvolvido, lidera em inteligência artificial e cibersegurança, e usa a guerra atual como laboratório de aplicação militar de IA. Israel está se posicionando como a potência desproporcional das próximas décadas.
O resultado de tudo isso é estagflação global — tendência estrutural, não conjuntural. Os EUA já mostravam sinais antes da guerra: mercado de trabalho deteriorando, inflação resistente, fiscal expansionista. A Europa está pior. E o mercado de renda fixa americano já votou: não acredita na narrativa oficial, nem na paz com o Irã, nem na inflação transitória. Para o Brasil, isso significa um ambiente global onde crescer fica mais difícil e mais caro. O sistema doméstico é uma camada. O sistema global é outra. Quando as duas pressionam na mesma direção — como em março — o resultado é o que vimos no gráfico do Ibovespa. Os detalhes técnicos e as implicações para ativos entram na próxima seção.
23/mar: +3,24% · 25/mar: +1,60% · 26/mar: ~0%. Cada promessa gera rally menor.
Quando o mercado rotaciona de energia para bancos num único pregão, está dizendo que acredita mais na paz do que na guerra. PRIO -8% é o preço da paz para quem apostou no caos. Março terminou negativo, mas o último dia reescreveu a narrativa de abril.
Promessa sem ação perde valor a cada repetição. O verdadeiro teste não é a próxima declaração de Trump — é o primeiro petroleiro que cruzar Ormuz. O Brent saiu de US$ 70 para US$ 112 em um mês — a maior alta desde a crise de 1973.
O Brasil importa 85% dos fertilizantes que usa. Ureia disparou mais de 50% desde o início do ano. O impacto sobre o agro vai aparecer no IPCA de alimentos do próximo trimestre.
A infraestrutura de energia do Golfo foi fisicamente danificada. O Kuwait estimou 3 a 4 meses para retomar produção plena. O choque de março não é temporário — é estrutural.
Os PMIs da Europa soaram o alarme de estagflação mais forte desde a invasão da Ucrânia em 2022. O salto nos custos de input na manufatura europeia foi o maior já registrado. O BCE está encurralado — não pode cortar e não pode subir. A mesma armadilha espera o Fed.
O mercado te vende uma carteira. Nós te damos cenários. Você decide em qual acredita.
As peças no tabuleiro — Brasil: Os Setúbal e Villela controlam o Itaú (ITUB4/ITSA4) — o coração do crédito. Os Safra operam o banco mais lucrativo e discreto do país. Os Lemann, Telles e Sicupira controlam a Ambev (ABEV3) e a 3G Capital — a máquina de eficiência que exportou gestão brasileira para o mundo. Os Batista controlam a JBS (JBSS3) — maior processadora de proteína do planeta, listagem dual na NYSE em andamento. Os Feffer controlam a Suzano (SUZB3) — maior produtora de celulose do mundo. Os Ometto controlam a Cosan (CSAN3) — Raízen, Rumo, Compass. Os Ermírio de Moraes controlam a Votorantim. Petrobras (PETR4) é do governo — e março mostrou as duas faces: subiu 23% com o Brent a US$ 112, mas no último dia caiu 2% quando o mercado precificou paz. É instrumento político, não empresa previsível. Os disruptores brasileiros que mudaram o sistema: XP (XPBR31) quebrou o monopólio dos bancões. Nubank (ROXO34) tirou 100 milhões de clientes das agências. Inter (INBR32), PagBank (PAGS34) e Stone (STOC31) disputam pagamentos e banking digital.
As peças no tabuleiro — Mundo: O establishment opera via JPMorgan (JPMC34), Goldman Sachs (GSGI34), BlackRock (BLAK34), Berkshire Hathaway (BERK34), Visa (VISA34), Walmart (WALM34), Procter & Gamble (PGCO34), Coca-Cola (COCA34), UnitedHealth (UNHH34) e Johnson & Johnson (JNJB34). Os disruptores: Nvidia (NVDC34), Microsoft (MSFT34), Alphabet (GOGL34), Amazon (AMZO34), Tesla (TSLA34), Meta (M1TA34), Equinix (EQIX34), Palantir e CrowdStrike. As que lucram com a guerra: RTX (antiga Raytheon, +110% em 12 meses), Lockheed Martin, Northrop Grumman ($90 bi em backlog), General Dynamics, L3Harris, BAE Systems (+23% desde o início da guerra), e Rheinmetall (+200% com a Europa rearmando).
Trump fecha acordo. Ormuz reabre. Brent volta para US$ 75-80. Copom retoma os cortes. Fluxo estrangeiro volta. Ibov retoma 190 mil. Caso Master absorvido. Trump sobrevive. IA sustenta. O sistema se preserva. O último dia de março (+2,71%) foi o aperitivo.
| Classe | Ativo | Ticker | Tese |
|---|---|---|---|
| Renda Fixa | |||
| Caixa | Tesouro Selic 2029 | LFT | Caixa seguro. Rende em qualquer cenário. Colchão de liquidez D+1. |
| RF Brasil | Tesouro IPCA+ 2035 | NTN-B 2035 | Aposta central. Se juros caírem, marcação a mercado pode render 15-20% em 12 meses. |
| RF Brasil | Tesouro IPCA+ 2029 | NTN-B 2029 | Proteção inflacionária com menor volatilidade de duration. |
| RF Brasil | Tesouro Prefixado 2029 | LTN 2029 | Aposta direcional pura na queda da Selic. Alto retorno se a paz vier. |
| RF Internacional | Treasury 10 anos | UST 10Y | Se o Fed voltar a cortar, bond médio ganha marcação + proteção em dólar. |
| RF Internacional | Treasury 20+ anos | Bond longo | Maior duration, maior ganho se juros americanos caírem. A aposta mais agressiva em RF. |
| Renda Variável Brasil | |||
| Bancos — Setúbal | Itaú Unibanco | ITUB4 | Coração do crédito. Juros caindo = crédito expandindo = Itaú lucrando. +4,52% só no último dia de março. |
| Bancos — Estatal | Banco do Brasil | BBAS3 | Banco do governo + agro. Dividendo alto. Desconto permanente por ser estatal. |
| Bancos — BTG | BTG Pactual | BPAC11 | O banco dos novos ricos. Mercado aquecido = mais IPOs, mais captação, mais wealth management. |
| Consumo — Lemann | Ambev | ABEV3 | Não é só cerveja. É uma máquina de eficiência com receita diversificada em 18 países, bebidas não-alcoólicas em expansão, e margens que Buffett invejaria. |
| Commodities | Vale | VALE3 | Se a paz vier, a China pode estimular para compensar a desaceleração global. Minério é a primeira commodity a reagir. Risco: China não estimula e minério lateraliza. |
| Disruptor BR | XP Inc | XPBR31 | Mercado aquecido = mais captação, mais IPOs, mais receita. A plataforma que democratizou o acesso. |
| Renda Variável Internacional | |||
| Wall Street | JPMorgan | JPMC34 | 225 anos. O banco dos bancos. Sobreviveu a tudo. É o sistema. |
| Wall Street | BlackRock | BLAK34 | US$ 10 tri sob gestão. Vota na assembleia de quase toda empresa do mundo. O acionista invisível. |
| Wall Street | Goldman Sachs | GSGI34 | O banco que sussurra no ouvido do poder. Advisory, trading, wealth management. |
| Wall Street | Berkshire Hathaway | BERK34 | Buffett com US$ 300 bi em caixa. Investido nas melhores empresas americanas. Paciência como estratégia. |
| Consumo | Walmart | WALM34 | Família Walton. US$ 260 bi em receita. O consumo americano numa ação. |
| Consumo | Procter & Gamble | PGCO34 | Produtos essenciais: Gillette, Pampers, Oral-B. Recessão-proof. O mundo pode cair — as pessoas continuam comprando. |
| Consumo | Coca-Cola | COCA34 | Buffett bebe 5 por dia. Marca global. Dividendo crescente há 60 anos consecutivos. |
| Saúde | Johnson & Johnson | JNJB34 | Farmacêutica + dispositivos médicos. Dividendo crescente há 62 anos. O porto seguro da saúde. |
| Saúde | UnitedHealth | UNHH34 | O maior plano de saúde do mundo. O sistema de saúde americano numa ação. |
| Pagamentos | Visa | VISA34 | Cada transação no mundo — digital ou física — passa pela Visa. Pedágio sobre a economia global. |
| Derivativos | |||
| Alavancagem | Call de BOVA11 | Opções B3 | Se Ibov retomar 190 mil, a call multiplica o retorno com capital limitado. |
| Alavancagem | Call de S&P 500 | SPY options | Se Trump sobreviver e IA sustentar, S&P faz nova máxima. Risco limitado ao prêmio. |
| Hedge cambial | Put de Dólar | Opções WDO | Se a paz vier, dólar cai. Protege posições dolarizadas da carteira. |
| Juros | DI Futuro vendido | DI1F27/28 | Aposta direta na queda dos juros brasileiros. A forma mais pura de expressar a tese. |
| Proteção | |||
| Ouro | Ouro ETF | GOLD11 | Seguro universal. Se tudo der errado, ouro é o que sobrevive. |
Risco: se a guerra continuar e o Copom parar de cortar, bonds longos sofrem marcação negativa e bancos caem com DIs abrindo.
Ormuz bloqueado. Brent US$ 95-110. Copom pausa. IPCA explode. Treasuries sobem. Delação avança. Trump perde midterms. A bolha de IA é testada — e os que sobrevivem dominam. PRIO -8% no último dia de março é o que acontece em reverso se a paz voltar.
| Classe | Ativo | Ticker | Tese |
|---|---|---|---|
| Renda Fixa | |||
| Caixa | Tesouro Selic 2029 | LFT | Mesmo colchão. Aqui rende mais: Selic fica alta por mais tempo. |
| RF Brasil | Tesouro IPCA+ 2029 | NTN-B 2029 | Proteção contra inflação de alimentos que vem no 2º semestre. Duration curta — sem risco de marcação. |
| RF Internacional | Treasury 2 anos | UST 2Y | ~4% ao ano em dólar com risco quase zero. Proteção cambial embutida. |
| RF Internacional | Treasury 3 meses | T-bill | O ativo mais seguro do planeta. Caixa em moeda forte. |
| RF Internacional | Treasury 5 anos | UST 5Y | Meio-termo: rende mais que T-bill, menos volátil que bond longo. |
| Renda Variável Brasil | |||
| Exportadora — Batista | JBS | JBSS3 | Maior processadora de proteína do mundo. Receita em dólar. Dólar forte = lucro recorde. Sobrevive a qualquer crise. |
| Exportadora — Feffer | Suzano | SUZB3 | Celulose em dólar. Demanda inelástica — embalagem não para na guerra. |
| Exportadora — Tech | WEG | WEGE3 | A proxy brasileira de industrialização tech. Exportadora diversificada globalmente. |
| Energia — Privada | PRIO | PRIO3 | A petroleira que repassa o preço. Brent alto = margem alta. O oposto da Petrobras. |
| Energia — Estatal | Petrobras | PETR4 | Posição tática sobre leitura do governo, não sobre o Brent. Subiu 23% em março, mas no dia 31 caiu 2% quando o mercado precificou paz. Imprevisível — o governo decide a margem, os dividendos e o CEO. Para petróleo limpo, PRIO. |
| Disruptor BR | Nubank | ROXO34 | O anti-Itaú. Se confiança nos bancões ruir, fluxo migra pro digital. XP elevou para compra. |
| Disruptor BR | Inter | INBR32 | Super app financeiro. Banking + investimentos + shopping. A fintech que mais cresce no Brasil. |
| Disruptor BR | PagBank | PAGS34 | Pagamentos + banking para PMEs. Ganha com digitalização acelerada pela crise. |
| Renda Variável Internacional — IA e Tech | |||
| IA — Chips | Nvidia | NVDC34 | Todo data center do mundo precisa dos chips dela. A infraestrutura da revolução. |
| IA — Plataforma | Alphabet/Google | GOGL34 | Busca, YouTube, Google Cloud, DeepMind, Waymo. Organiza a informação do mundo. |
| IA — Enterprise | Microsoft | MSFT34 | Azure + OpenAI + Office 365. Monetiza IA em escala. Receita recorrente. |
| Data Center | Equinix | EQIX34 | Onde a IA roda fisicamente. Demanda por capacidade computacional explodindo. |
| Disruptor | Tesla | TSLA34 | Musk. Energia, autonomia, IA. A aposta de que o futuro é elétrico, não fóssil. |
| Disruptor | Amazon | AMZO34 | AWS + e-commerce + logística. Consumo que não depende de shopping. |
| Disruptor | Meta | M1TA34 | 3 bi de usuários. WhatsApp, Instagram. Onde a política e o consumo realmente acontecem. |
| IA — Governo | Palantir | PLTR (conta int.) | IA para governo, defesa e inteligência. O braço digital do Pentágono. |
| Cibersegurança | CrowdStrike | CRWD (conta int.) | Cada ataque cibernético gera demanda. Guerra = mais ataques = mais proteção. |
| Cibersegurança | Palo Alto Networks | PANW (conta int.) | Líder em firewall e segurança de rede. Quanto mais conflito, mais demanda. |
| Renda Variável Internacional — Defesa | |||
| Defesa — EUA | RTX (Raytheon) | RTX (conta int.) | Patriot, Tomahawk, AMRAAM. +110% em 12 meses. Cada míssil é receita. |
| Defesa — EUA | Lockheed Martin | LMT (conta int.) | F-35, THAAD, PAC-3. Maior contrato de defesa da história assinado em janeiro. |
| Defesa — EUA | Northrop Grumman | NOC (conta int.) | B-2, B-21 Raider. Backlog de US$ 90 bi. Stealth bombers são a arma desta guerra. |
| Defesa — EUA | General Dynamics | GD (conta int.) | Submarinos nucleares, tanques, Gulfstream. O complexo militar-industrial numa ação. |
| Defesa — EUA | L3Harris | LHX (conta int.) | Comunicação tática, vigilância, guerra eletrônica. A guerra moderna é digital — L3Harris equipa. |
| Defesa — Europa | BAE Systems | BA.L (conta int.) | Gigante britânico. +23% desde o início da guerra. Europa rearmando. |
| Defesa — Europa | Rheinmetall | RHM.DE (conta int.) | Munições e blindados. +200% em 12 meses. A Alemanha está rearmando pela primeira vez desde 1945. |
| Cripto | |||
| Cripto | Bitcoin | BTC | Saída de emergência digital. Criado como resposta à crise de 2008. Anti-sistema por natureza. |
| Cripto | Ethereum | ETH | Infraestrutura da finança descentralizada. Se o sistema rachar, DeFi cresce. |
| Derivativos | |||
| Hedge | Put de BOVA11 | Opções B3 | Seguro contra queda do Ibov. Se a ordem ruir, a put paga. Se não, o prêmio é o custo do seguro. |
| Hedge | Put de S&P 500 | SPY puts | Se impeachment se materializar ou bolha de IA estourar, S&P cai 15-20%. Risco limitado ao prêmio. |
| Alavancagem | Call de Dólar | Opções WDO | Se guerra continuar, dólar dispara. A call alavanca sem comprar dólar físico. |
| Juros | DI Futuro comprado | DI1F27 | Aposta na alta dos juros. Se Copom parar de cortar ou IPCA explodir, DI abre. |
| Alavancagem | Call de Ouro | GLD options | Se estagflação + crise institucional, ouro dispara. A call multiplica com capital limitado. |
| Hedge | Put de PETR4 | Opções B3 | Se paz vier, Brent desaba e Petrobras junto. Protege posição tática na estatal. |
| Proteção | |||
| Ouro | Ouro ETF | GOLD11 | 3.000 anos de reserva de valor. Se tudo falhar — bancos, moedas, governos — ouro sobrevive. |
| Dólar | Dólar (conta int.) | USD | Moeda de reserva global. Em crise, o mundo corre para o dólar. |
Risco: se a paz vier de surpresa, exportadoras e dólar caem, e quem ficou sem duration perde o rally de juros. PRIO -8% no dia 31 mostrou como é rápido.
| Cenário 1 — Ordem | Cenário 2 — Ruptura | |
|---|---|---|
| RF Brasil | NTN-B longas + Prefixados | Selic + NTN-B curtas |
| RF Internacional | Treasuries longos | T-bills + Treasury curto |
| RV Brasil | Bancos, consumo, Vale | Exportadoras, energia, fintechs |
| RV Internacional | Wall Street clássico | IA, data centers, defesa, ciber |
| Cripto | Não | BTC + ETH |
| Derivativos | Calls de BOVA11 e SPY, DI vendido | Puts de BOVA11 e SPY, DI comprado |
| Proteção | Ouro + put de dólar | Ouro + dólar + put de Ibov |
| Beneficia-se de | Paz, juros caindo, real forte | Guerra, juros altos, dólar forte |
| Risco principal | Guerra continua | Paz vem de surpresa |
Nenhum cenário está certo. Os dois são possíveis. Se não tem certeza — divida entre os dois. Quem pensou nos dois lados antes chega mais preparado do que quem não pensou em nenhum. A decisão é sua. Thelema.
Este relatório não foi escrito por um departamento de research. Foi escrito por uma pessoa que administra patrimônio, estuda geopolítica e acredita que o investidor merece mais do que uma tabela de projeções.
Meu trabalho é conectar o que acontece nos bastidores do poder ao que acontece com o seu dinheiro. Cada cliente tem uma história, um patrimônio e um nível de complexidade diferente. Meu trabalho é entender os três e resolver — independentemente do que for.
O Thelema é publicado todo dia 1º.
Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.